Uma pesquisa feita pela Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo (SBRV) com 932 pacientes diabéticos tipo 2 no Brasil mostra que 60% deles não sabem que a doença pode causar perda de visão. Dados mostram que haverá um aumento de 51% da retinopatia diabética, que causa cegueira, até 2030. A faixa etária mais atingida é de 19 a 60 anos.

A glicose alta acaba “entupindo” os pequenos vasos que irrigam o olho, causando a retinopatia diabética e a cegueira; controlar o açúcar do sangue é fundamental para evitar a doença, além de consultar o médico com regularidade

A cegueira pode acontecer tanto no diabético tipo 1 ou tipo 2, mas normalmente, pelo acompanhamento ser mais rígido, o diabético tipo 1 já sabe do problema desde cedo e luta para controlar melhor as taxas de glicemia no corpo. Já os diabéticos tipo 2 podem passam anos sem ser diagnosticados e, quando descobrem a doença, o olho já foi lesado e não é possível reverter a perda de visão.

 

A lesão ocular acontece por causa do acúmulo de açúcar nos vasos sanguíneos. Com a insuficiência ou intolerância à insulina, o organismo fica com mais glicose circulante, que danifica os vasos. Como os vasos sanguíneos dos olhos são muito delicados, o diabético vai perdendo visão aos poucos.

 

Prevenir, no entanto, é possível. A população em geral deve fazer exames que meçam a glicemia com periodicidade. Quem sabe que é diabético, tem de seguir à risca a recomendação dos médicos para controlar o açúcar do sangue, já que é ele que, em excesso, vai danificar os vasos de todo o corpo, inclusive dos olhos.

 

De acordo com a SBRV, 90% dos diabéticos tipo 1 e 60% dos diabéticos tipo 2 devem desenvolver retinopatia diabética ao longo dos anos.

 

Entenda a diferença entre diabetes tipo 1 e tipo 2

 

O diabetes tipo 1, mais conhecido por diabetes infanto-juvenil, é uma deficiência na produção de insulina. Ou seja, quem tem esse tipo de diabetes, precisa, sem exceção, de aplicações de insulina para controlar a glicose do sangue. Os sinais, em média, podem surgir na primeira infância até o início da vida adulta. Sinais como sede excessiva, vontade de urinar durante a noite, perda de peso sem explicação devem ser investigados.

 

Já o diabético tipo 2 pode ter resistência à insulina – que é responsável por retirar a glicose excessiva do sangue – ou fabricar pouca insulina. No caso do tipo 2, é possível controlar com remédios orais em vez de aplicação de insulina. Alguns casos, porém, são necessários fazer uso do hormônio. O endocrinologista é que vai decidir o melhor tratamento para cada caso. Esse tipo de diabetes é mais comum de surgir em pessoas acima de 40 anos, e uma das principais causas é a obesidade.