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26 maio 2017
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Principal causa de cegueira do mundo, glaucoma tem avanço silencioso

O dia 26 de maio marca o dia mundial de combate ao glaucoma, doença ocular que está entre as principais causas de cegueira irreversível do mundo. De acordo com João Guilherme de Moraes, membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), entre os fatores associados ao risco do desenvolvimento do glaucoma, os principais são pressão intraocular (PIO) elevada, histórico familiar e idade avançada. Além disso, é importante observar que as pessoas da raça negra têm maior probabilidade de desenvolver o glaucoma primário de ângulo aberto, tipo mais comum da doença.

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O principal sintoma só aparece quando a doença já está em nível avançado e se caracteriza por perda de visão periférica. Com a evolução do glaucoma, o campo visual vai estreitando progressivamente até transformar-se em visão tubular. Se não houver tratamento adequado, o paciente pode ter perda total de visão, quadro que se torna irreversível.

Segundo o Dr. João Guilherme de Moraes, a visita de rotina ao oftalmologista é extremamente importante para o diagnóstico precoce do glaucoma: “Ao realizar a avaliação básica do paciente, o médico deve medir a pressão intraocular por meio do exame de tonometria. Caso a pressão esteja acima do normal, exames mais detalhados devem ser realizados”, completa.

De modo geral, a doença aparece com maior frequência a partir dos 40 anos, mas pode ocorrer em qualquer faixa de idade, dependendo da causa que provocou a pressão intraocular elevada.

Inicialmente, o tratamento do glaucoma é feito por meio do uso de medicação. Quando os resultados do tratamento medicamentoso não são satisfatórios, tratamentos com laser podem ser indicados (trabeculoplastia ou iridectomia).

Se ainda assim, o paciente não apresentar melhora na pressão intraocular, há necessidade de intervenção cirúrgica. Apesar de a cirurgia não curar o glaucoma, ela cria um novo canal de drenagem que diminui a pressão intraocular e, assim, evita a piora do quadro.

A recomendação do Dr. João Guilherme de Moraes é que pessoas que se encontram no grupo de risco façam visitas regulares ao oftalmologista, possibilitando assim, diagnóstico precoce dessa e de outras doenças.

25 maio 2017
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3 doenças silenciosas que podem causar perda permanente da visão

3 doenças silenciosas que podem causar perda permanente da visão

 

A visão é um dos sentidos mais importantes para os seres humanos. Como aproximadamente 85% da nossa percepção do ambiente acontece por meio dos nossos olhos, fica difícil imaginar a realização das tarefas do dia a dia sem a visão.

A idade é um fator determinante no surgimento de doenças oculares, mas doenças crônicas como diabetes e hipertensão também são fatores que influenciam nas doenças oculares.

O que muitas pessoas não sabem é que algumas doenças oculares são silenciosas, ou seja, não apresentam sintomas na sua fase inicial. Assim, o paciente não percebe que algo está afetando seus olhos e quando os primeiros sintomas surgem, a doença já pode estar em um estágio avançado e, portanto, com poucas opções de tratamento. Como as doenças que afetam a retina são mais severas, a tendência é que a visão sofra danos permanentes, prejudicando a qualidade de vida dos pacientes.

Em virtude do aumento da expectativa de vida, tem ocorrido uma incidência maior das doenças da retina na população. Por conta disso, o diagnóstico precisa ser o mais breve possível, pois, se uma pessoa de 60 anos de idade tiver sua visão danificada, ela poderá viver entre 20 e 40 anos com sua qualidade de vida totalmente prejudicada.

Uma pessoa que sofre a perda da visão ainda jovem tem maiores recursos emocionais e motores para compensar a perda da visão, porém, como uma pessoa idosa já tem várias limitações físicas, emocionais e sensoriais, o processo de adaptação não é fácil e por isso é tão importante o diagnóstico precoce das doenças oculares.

Conheça algumas doenças da retina que podem afetar a visão de forma permanente:

 

DMRI – DEGENERAÇÃO MACULAR RELACIONADA À IDADE

A doença atinge o fundo do olho, uma região chamada de mácula que é responsável pela visão central, pela nitidez das imagens e pelas cores. Quando ocorre a DMRI, as células da mácula (conhecidas como fotorreceptores) começam um processo de degeneração progressiva, o que irá acarretar, com o passar do tempo, em perda da visão central. O Dr. João Guilherme de Moraes explica que existem dois tipos de DMRI: “A DMRI seca e a Esxudativa ou úmida. Em ambos os casos há o prejuízo da visão, porém, a DMRI úmida possui tratamento que pode até reverter os danos.”

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RETINOPATIA DIABÉTICA

A diabetes atinge cerca de 16 milhões de brasileiros e dentre algumas de suas complicações, está a retinopatia diabética. A doença não é associada à idade do paciente, sendo, portanto, uma das principais causas de cegueira de pessoas jovens no mundo. A falta de controle de diabetes é a causa principal da retinopatia diabética. A doença é caracterizada pelo acumulo de material anormal nos vasos sanguíneos que irrigam a retina, causando o entupimento ou o enfraquecimento desses vasos.

Depois de certo tempo, os vasos sanguíneos afetados pela retinopatia diabética podem se romper, ocasionando micro hemorragias na retina e até mesmo provocando o descolamento da retina.

A Dra. Camila Winckler, oftalmologista especialista em retina, afirma que o diagnóstico da doença pode ser realizado por meio de exames de fundo de olho. Segundo a médica, existem exames mais avançados que permitem identificar a gravidade da doença e, dessa forma, buscar as melhores alternativas de tratamento.

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RETINOPATIA HIPERTENSIVA

Pacientes com hipertensão podem desenvolver alterações nos vasos que irrigam a retina e, com isso, prejudicar a visão de forma irreversível.  Outras partes da retina, como a coroide e o nervo óptico, também podem ser prejudicadas, fazendo com que os danos causados pela doença sejam consideráveis. Para conter o seu avanço já nos estágios iniciais, é fundamental o diagnóstico precoce do problema, , pacientes que tem hipertensão precisam consultar com oftalmologista regularmente para monitorar o fundo dos olhos.

 

Como se prevenir das doenças oculares?

Muitas doenças não possuem uma causa especifica; são vários os fatores que influenciam no surgimento ou não de uma determinada patologia. O Dr. João Guilherme de Moraes, oftalmologista especialista em retina, afirma que o mais importante para prevenir doenças oculares é manter uma boa condição de saúde em geral. A prática de exercícios e uma alimentação equilibrada são atitudes importantes para evitar qualquer tipo de doença. Além disso, o consumo de álcool em excesso e tabaco podem prejudicar a saúde. Por isso, esse tipo de hábito deve ser evitado.

A Dra. Camila Winckler reforça que realizar consultas de rotina e exames regulares permitem o diagnóstico precoce das doenças. A médica,  responsável pelo setor de exames da Retina Curitiba, explica que tratamentos iniciados em fases primarias das doenças apresentam ótimos resultados para os pacientes.

12 maio 2017
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A revolução da terapia genética na medicina

A revolução da terapia genética na medicina

 

Até pouco tempo, a cura ou tratamento de doenças pela terapia genética eram somente fonte de pesquisas. Apesar de já haver tratamentos em fase experimental, ainda existiam muitas dúvidas sobre como a aplicação dos medicamentos seria na prática.

Porém, esse cenário se aproxima cada vez mais dos pacientes. Estão sendo aprovados e lançados no mercado europeu, os primeiros medicamentos em larga escala para terapia genética. Trata-se de um marco na história da medicina, sobretudo porque a grande premissa do uso da genética é a cura de muitas doenças que até então não tinham nenhum tipo de tratamento eficaz.

É verdade que as pesquisas precisam se aprofundar ainda mais e os custos ainda são elevados, mas com o passar dos anos, o cenário será revertido e muitas pessoas poderão acessar os tratamentos que hoje só acontecem em laboratório.

Como funciona a terapia genética

De forma simplificada, a terapia genética consiste em trocar um gene defeituoso por um gene saudável, dessa forma a doença é curada. Uma das formas mais eficientes de realizar esse processo é utilizando um vírus (inofensivo) que carrega o gene saudável; como o vírus tem a capacidade de alterar o DNA da célula, ele faz o papel de um “vírus do bem”, ou seja, ele irá tratar a doença do paciente. Essa técnica é conhecida como Cavalo de Tróia e tem obtido excelentes resultados.

Evidentemente, na prática não é tão simples. Como resultado desejado é a cura, as pesquisas são longas e os testes em humanos demoram.

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A terapia genética na oftalmologia

É importante enfatizar que no Brasil, não temos nenhum tratamento de terapia genético disponível para os pacientes. Em outros países estão sendo liberados alguns medicamentos, mas, por enquanto, nenhum deles trata doenças oftalmológicas.

Um dos principais desafios está no fato de a visão ser algo difícil de ser reestabelecido. O ato de enxergar tem relação direta com nosso cérebro e com um aprendizado sobre o que são os objetos. Uma pessoa que nunca viu um carro, por exemplo, não irá entender exatamente o que o objeto significa, pois seu cérebro não foi treinado para isso. A visão é um processo muito complexo.

Fica mais fácil entender com um exemplo: uma pessoa que mora desde criança no Rio de Janeiro acha muito comum uma cidade cercada de praias, mas quando um paulista visita a cidade, fica encantando com as belezas naturais. Mesmo que ambos enxerguem a cidade da mesma forma, a interpretação e sensação são diferentes. Agora, imagine o impacto de uma pessoa que viveu a vida no escuro e de repente, passa a enxergar?

Por isso os pesquisadores são cautelosos quanto aos resultados da terapia genética em oftalmologia. Para quem não enxerga nada, conseguir ver um vulto pode ser um grande avanço.

 

Estudos em andamento:

Coroideremia – é uma doença hereditária rara que causa perda progressiva da visão devido à degeneração da retina e coroide.

Pesquisadores da universidade de Oxford (Inglaterra) conseguiram, em 2016, melhorar a visão de dois pacientes com a doença depois de aplicarem no olho deles um gene que tentou reestabelecer as células fotorreceptoras. Os estudos continuam para saber se os resultados são definitivos, progressivos ou se vão perder efeito com o tempo.

Distrofia amaurose congenita de leber – é uma doença degenerativa da retina de causa hereditária e caracterizada pela perda grave de visão desde o nascimento.

Um estudo publicado na revista Science Translational Medicine permitiu que dez voluntários deixassem de ser cegos passando a ser amblíopes, ou seja, enxergando com baixa acuidade visual. Os voluntários foram capazes de realizar tarefas simples como caminhar e praticar alguns esportes. Os estudos continuam e existe uma empresa tentando aprovação de um medicamento nos EUA, mas ainda nada conclusivo.

Doença de Stargardt – é a forma mais comum de degeneração macular juvenil. Causa a perda progressiva das células fotorreceptoras da mácula, gerando a redução da visão central, com preservação da visão periférica. Em casos raros, até mesmo a visão periférica pode ser afetada.

Degeneração Macular Relacionada à Idade – Doença degenerativa que afeta a mácula e atinge pessoas com mais de 65 anos de idade. A doença é progressiva e causa a perda da visão central.

Em Los Angeles, na Universidade da Califórnia, o instituto Jules Stein Eye submeteu 18 pacientes a um tratamento experimental que implantou células capazes de reestabelecer as células atingidas pela doença. Diferente da terapia genética, a terapia celular implanta novas células onde a doença afetou a visão. Essas novas células tem a capacidade de substituir as células que foram perdidas.

Após dois anos de acompanhamento, nenhum paciente apresentou complicações e metade teve alguma melhora na visão. Dos 18 pacientes, nove tem a Doença de Stargardt  e os outros nove possuem Degeneração Macular Relacionada à Idade.

Os pesquisadores esperavam apenas impedir o avanço da perda da visão, mas surpreendentemente, metade dos pacientes relatou melhora na acuidade visual.

Os pesquisadores do grupo são cautelosos. Segundo eles, muitos testes ainda precisam ser feitos e ainda não é possível afirmar que as células fotorreceptoras foram regeneradas.

E vai demorar muito?

Atualmente a tecnologia tem avançado muito rápido e isso com certeza terá influencia na velocidade das pesquisas. O Dr. João Guilherme de Moraes explica que em medicina, os resultados precisam ser avaliados ao longo do tempo. Ele completa, dizendo que um procedimento só pode ser considerado seguro depois de muitos estudos conclusivos e após apresentar pacientes que possuam pelo menos dez anos de acompanhamento. Dessa forma, é possível mensurar se os resultados foram ou não duradouros.

Essa rigorosidade é fundamental para trazer soluções efetivas para as pessoas e não permitir que falsas promessas sejam disseminadas.

Mas já podemos comemorar

Passamos da fase de esperança para uma fase mais madura, na qual os resultados são visíveis. A partir de agora, os estudos já estão em um nível mais avançado e é questão de tempo para que a terapia genética esteja acessível a um número maior de pessoas.

 

Fontes:

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2014/01/1398279-terapia-genetica-em-teste-freia-doenca-ocular-degenerativa.shtmlCoroideremia

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2015/07/16/interna_ciencia_saude,490569/cientistas-criam-injecao-de-gene-para-amenizar-cegueira.shtml – Distrofia amaurose congenita de leber

http://stm.sciencemag.org/content/7/296/296ra110 – Distrofia amaurose congenita de leber

http://www.sciencemag.org/news/2014/10/stem-cell-therapy-seems-safe-severe-eye-disease

DMRI e Stargardt

09 abr 2017
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Saiba o que é a retina e quais doenças são mais comuns

Saiba o que é a retina e quais doenças são mais comuns

 

A visão é um dos cinco sentidos mais importantes, isso porque a maior parte da nossa percepção do meio ambiente se dá através de nossos olhos, alguns estudos afirmam que 85% das informações do ambiente provém da visão.

Geralmente damos mais atenção para a parte visível de nossos olhos, como a íris que indica a cor do olho. Mas o que muitos não sabem é a importância da RETINA, que fica localizada na parte de trás dos olhos. A retina é responsável pela captação da luz e seu envio para o cérebro, que irá de fato interpretar as imagens.

Devido a sua importância qualquer doença que atinge a retina pode prejudicar muito a visão, levando até mesmo a cegueira.

Por isso é importante consultar regularmente o oftalmologista para identificar as doenças da retina no seu início.

Doenças da retina mais comuns

DMRI – Degeneração Macular Relacionada a Idade

A doença atinge a mácula e pode levar a perda da visão central. Existem dois tipos de DMRI a seca e a úmida (esxudativa), a primeira é caracterizada pelo acumulo de drusas na região da mácula, já a DMRI úmida é mais grave e apresenta a formação de vasos sanguíneos anormais na região. Atualmente não existe tratamento para DMRI na forma seca, mas para a DMRI úmida a injeção intra vitrea é um procedimento que ajuda a parar o desenvolvimento da doença e em muitos casos a visão apresenta melhoras.

Retinopatia Diabética

A retinopatia diabética é uma das maiores causas de cegueira de pessoas jovens no Mundo, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). Pessoas que tem diabetes podem desenvolver a doença, que atinge os vasos sanguíneos da retina e no estágio mais avançado vasos sanguíneos frágeis podem se romper expelindo fluidos e sangue no olho, levando até mesmo a cegueira.

Em todas as fases a doença pode ser tratada, porém o controle da diabetes é fundamental para evitar a continuidade da doença.

Oclusão da veia central

É o bloqueio da veia central da retina, que impede o sangue de fluir corretamente para os olhos. Pessoas com hipertensão, diabetes e pacientes com glaucoma podem desenvolver a doença. A doença possui tratamento e também pode levar a cegueira irreversível.

Buraco da mácula

A doença atinge o centro da retina, na região conhecida como mácula, uma parte importante para visão, pode levar a perda da visão central se não tratada no início.

Descolamento de retina

O descolamento da retina é quando ocorre a separação da retina da parte subjacente que a sustenta, desta forma o tecido fica sem irrigação e as células responsáveis por formar a visão podem ser permanentemente danificadas. É uma condição grave que precisa de ser tratada rapidamente.

07 abr 2017

Depressão é tema de campanha da OMS para o Dia Mundial da Saúde de 2017

Depressão é tema de campanha da OMS para o Dia Mundial da Saúde de 2017

No marco do Dia Mundial da Saúde de 2017, comemorado a cada 7 de abril, a Organização Mundial da Saúde (OMS) deu início a uma campanha sobre depressão, transtorno que pode afetar pessoas de qualquer idade em qualquer etapa da vida. Com o lema “Let’s talk” (“Vamos conversar”, em português), a iniciativa reforça que existem formas de prevenir a depressão e também de tratá-la, considerando que ela pode levar a graves consequências.

Conversar abertamente sobre depressão é o primeiro passo para entender melhor o assunto e reduzir o estigma associado a ele. Assim, cada vez mais pessoas poderão procurar ajuda. Confira mais informações sobre depressão.

Principais fatos

  • A depressão é um transtorno mental frequente. Globalmente, estima-se que 350 milhões de pessoas de todas as idades sofrem com esse transtorno.
  • Depressão é a principal causa de incapacidade em todo o mundo e contribui de forma muito importante para a carga global de doenças.
  • Mais mulheres são afetadas pela depressão que os homens. No pior dos casos, a depressão pode levar ao suicídio.
  • Existem vários tratamentos eficazes para depressão.

Visão geral

A depressão é uma doença comum em todo o mundo, com uma estimativa de 350 milhões de pessoas afetadas. A condição é diferente das flutuações usuais de humor e das respostas emocionais de curta duração aos desafios da vida cotidiana. Especialmente quando de longa duração e com intensidade moderada ou grave, a depressão pode se tornar uma séria condição de saúde. Ela pode causar à pessoa afetada um grande sofrimento e disfunção no trabalho, na escola ou no meio familiar. Na pior das hipóteses, a depressão pode levar ao suicídio. Cerca de 800 mil pessoas morrem por suicídio a cada ano – sendo a segunda principal causa de morte entre pessoas com idade entre 15 e 29 anos.

Embora existam tratamentos eficazes conhecidos para depressão, menos da metade dos afetados no mundo (em muitos países, menos de 10%) recebe tais tratamentos. Os obstáculos ao tratamento eficaz incluem a falta de recursos, a falta de profissionais treinados e o estigma social associado aos transtornos mentais. Outra barreira ao atendimento eficaz é a avaliação imprecisa. Em países de todos os níveis de renda, pessoas com depressão frequentemente não são diagnosticadas corretamente e outras que não têm o transtorno são muitas vezes diagnosticadas de forma inadequada.

A carga da depressão e de outras condições de saúde mental está em ascensão no mundo. Uma resolução da Assembleia Mundial da Saúde aprovada em maio de 2013 exigiu uma resposta abrangente e coordenada aos transtornos mentais em nível nacional.

Um episódio depressivo pode ser categorizado como leve, moderado ou grave, a depender da intensidade dos sintomas. Um indivíduo com um episódio depressivo leve terá alguma dificuldade em continuar um trabalho simples e atividades sociais, mas provavelmente sem grande prejuízo no funcionamento global. Durante um episódio depressivo grave, é improvável que a pessoa afetada possa continuar com atividades sociais, de trabalho ou domésticas.

Fatores que contribuem e prevenção

A depressão resulta de uma complexa interação de fatores sociais, psicológicos e biológicos. Pessoas que passaram por eventos adversos durante a vida (desemprego, luto, trauma psicológico) são mais propensas a desenvolver depressão. A depressão pode, por sua vez, levar a mais estresse e disfunção e piorar a situação de vida da pessoa afetada e o transtorno em si.

Há relação entre a depressão e a saúde física; por exemplo, doenças cardiovasculares podem levar à depressão e vice e versa.

Está demonstrado que os programas de prevenção reduzem a incidência da depressão. Entre as estratégias comunitárias eficazes para prevenir essa condição, estão os programas escolares que promovem um modelo de pensamento positivo entre crianças e adolescentes. Intervenções direcionadas aos pais de crianças com problemas comportamentais podem reduzir os sintomas depressivos dos pais e melhorar os resultados de seus filhos. Os programas de exercício para pessoas idosas também podem ser eficazes para prevenir a depressão.

Diagnóstico e tratamento

Existem tratamentos eficazes para depressão moderada e grave. Profissionais de saúde podem oferecer tratamentos psicológicos, como ativação comportamental, terapia cognitivo-comportamental e psicoterapia interpessoal ou medicamentos antidepressivos. Os provedores de saúde devem ter em mente a possibilidade de efeitos adversos associados aos antidepressivos, a possibilidade de oferecer um outro tipo de intervenção (por disponibilidade de conhecimentos técnicos ou do tratamento em questão) e preferências individuais. Entre os diferentes tratamentos psicológicos a serem considerados estão os individuais ou em grupo, realizados por profissionais ou terapeutas leigos supervisionados.

Os tratamentos psicossociais também são efetivos para depressão leve. Os antidepressivos podem ser eficazes no caso de depressão moderada-grave, mas não são a primeira linha de tratamento para os casos mais brandos. Esses medicamentos não devem ser usados para tratar depressão em crianças e não são, também, a primeira linha de tratamento para adolescentes. É preciso utilizá-los com cautela.

13 mar 2017

Verdades e mitos sobre a visão

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Todos iremos precisar de óculos um dia?

Verdade.  Com o passar da idade, os olhos sofrem os efeitos do envelhecimento e apresentam perda da acuidade visual. Os motivos são variados, sendo a causa mais comum, a presbiopia – popularmente conhecida como vista cansada.

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Ler no escuro prejudica a visão?

MITO. A leitura num ambiente com pouca iluminação é apenas desconfortável, mas não causa nenhuma doença.

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Diabetes pode causar cegueira?

Verdade. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a retinopatia diabética é a maior causa de cegueira entre pessoas jovens no mundo. A falta de controle da diabetes pode originar a retinopatia, que afeta a visão de forma permanente.

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Dores frequentes de cabeça podem estar associadas a problemas de visão?

Verdade. Crianças em idade escolar que sentem dificuldade para enxergar podem reclamar de dor de cabeça devido ao constante esforço para ver melhor. Já os adultos que passam horas na frente do computador podem sentir dor de cabeça porque precisam de óculos de grau ou para descanso.

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Exercícios com os olhos, podem melhorar a visão?

MITO. As doenças oftalmológicas não estão ligadas à musculatura dos olhos. Na maior parte dos casos, são doenças hereditárias e traumas oculares entre outros.

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Olhar diretamente para o Sol prejudica a visão?

VERDADE. Olhar diretamente para o Sol durante um longo período pode prejudicar a visão.

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Lasers de show fazem mal para a visão?

VERDADE. Se o laser tiver uma potência alta pode danificar a retina.

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Anel quente cura o terçol?

MEIA VERDADE. É mais seguro e higiênico fazer compressa quente.

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Ler dentro do carro pode causar descolamento de retina?

MITO. A leitura em movimento causa apenas desconforto.

25 fev 2017
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Dr. João Guilherme de Moraes fala sobre doenças da visão na melhor idade e como manter uma boa saúde ocular.

Dr. João Guilherme de Moraes fala sobre doenças da visão na melhor idade e como manter uma boa saúde ocular.

 

A população brasileira está envelhecendo numa velocidade maior que o resto do Mundo. Dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) revelam que enquanto a população idosa irá dobrar até 2050, no Brasil irá triplicar. Até a metade do século cerca de 30% da população terá mais que 60 anos de idade. Isso implica em muitos desafios para a saúde pública e políticas sociais para atender as necessidades dessa faixa etária.

Levando em consideração a importância da visão em todas as fases da vida, sabemos que a partir dos 40 anos idade já aparecem os primeiros sinais de redução da acuidade visual, como a vista cansada, também conhecida como presbiopia. Por isso conversamos com o Dr. João Guilherme de Moraes oftalmologista especialista em retina para saber, como podemos envelhecer com uma boa visão.

Dr. Joao Guilherme quais doenças visuais são mais comuns na população idosa?

As doenças mais comuns que afetam a melhor idade são: glaucoma, Degeneração Macular Relacionada da Idade DMRI, Retinopatia diabética, oclusão venosa da retina, catarata e vista cansada (presbiopia), essas duas últimas são menos nocivas, mas não menos importantes de serem tratadas.

Das doenças citadas quais são mais prejudiciais?

As doenças que causam maior prejuízo a visão do paciente são a DMRI e a retinopatia diabética, ambas podem ocasionar perda irreversível da visão.

O que seria a Degeneração Macular Relacionada a Idade?

Existem dois tipos de DMRI a seca e a exsudativa ou úmida, a primeira é conhecida como DMRI SECA é a mais comum, responde por 90% dos casos, e tem como principal característica a presença de drusas, manchas amarelas na mácula, ou ainda pela atrofia das células do epitélio pigmentar da retina, a doença avança lentamente e causa perda visão.

Já a DMRI úmida atinge somente 10% dos casos, mas é mais grave, pois é caracterizada pelo surgimento de vasos sanguíneos anormais na mácula, que se rompem causando hemorragia e danificando as células fotorreceptoras, levando a perda da visão central.

A Retinopatia diabética atinge somente pessoas idosas?

Não. Na verdade, a retinopatia diabética é a maior causa de cegueira entre pessoas jovens, mas a doença também atinge pessoas idosas, neste caso não é a idade o fator determinante para o surgimento da retinopatia diabética, mas sim o descontrole da diabetes.

A Retinopatia diabética é um conjunto de sintomas que atingem o fundo do olho, podendo causar hemorragia e até mesmo o descolamento da retina.

No caso da DMRI existe algum tratamento?

Para a DMRI seca ainda não tem um tratamento com eficácia comprovada, existem alguns estudos em andamento, que estão bem próximos de um tratamento da a DMRI SECA. Já a DMRI úmida, tem tratamento, o mais utilizado e eficaz é a aplicação de injeção intra-vítrea, com medicamentos que bloqueiam o surgimento dos neovasos e conseguem até melhorar a visão do paciente.

O fator genético é importante no diagnóstico das doenças oculares?

É importante saber se existe algum caso na família relacionado a doenças oculares, quando existe, a probabilidade de diagnóstico é maior. Mas não é o único fator determinante, para que o fator hereditário se manifeste, é preciso um contexto, é possível que fatores ambientais e de comportamento exerçam alguma influência, acelerando ou reduzindo o peso do fator genético no surgimento de doenças.

 

E como manter a visão boa na melhor idade?

Ao longo de minha carreira tenho percebido um perfil característico de pessoas que tem mais ou menos saúde ocular. Para facilitar vou listar os hábitos das pessoas que tem mais saúde:

  • Praticam exercícios físicos;
  • Não bebem ou fumam com frequência;
  • Tem uma alimentação balanceada;
  • Controlam o estresse;
  • Possuem hobbies ou outras atividades (dançam, saem com amigos, etc);
  • Visitas regulares em médicos e com o oftalmologista.

 

Pessoas que praticam exercícios de forma constante e com acompanhamento adequado, tem menos propensão a desenvolver doenças. Praticar exercícios melhora a oxigenação do sangue, a auto estima, libera hormônios importantes para manter o corpo e a mente saudável. O sedentarismo é um item marcante em pessoas com problemas de saúde.

Não preciso nem citar que o tabagismo e o alcoolismo atuam de forma negativa na saúde das pessoas, portanto é quase que um item básico não manter este tipo de hábito.

A alimentação equilibrada também se faz necessário, sobretudo para pacientes que tem diabetes, pacientes que controlam a diabetes respondem melhor a tratamentos e não desenvolvem outras doenças relacionadas a presença da diabetes, como a retinopatia diabética.

Muitas pessoas não sabem, mas o estresse está a associado a diversas doenças, a pratica de exercícios e hobbies também ajudam a controlar o estresse, o que melhora a saúde como um todo.

As pessoas que tem uma vida ativa, com hobbies e atividades como dança, yoga, caminhada etc, conseguem um melhor equilíbrio mental, emocional e físico.

Acompanhamento regular da saúde, com realização de consultas e exames de rotina, auxiliam no diagnóstico de doenças logo no seu início, muitas doenças da retina, são chamadas de silenciosas, não apresentam sintomas nos seus estágios iniciais, quando surgem os primeiros sintomas, a visão pode estar comprometida. Por isso diagnosticar uma doença logo no início, apresenta maiores chances de sucesso, na oftalmologia não é diferente.

 

E qual seria sua dica de ouro para quem deseja ter uma boa visão?

Acho que não existe uma dica mágica para a saúde, o que observamos é que pessoas que investem em sua qualidade de vida, cuidam do físico e da mente, conseguem ter uma saúde melhor, respondem melhor aos tratamentos e por visitarem regularmente seus médicos de confiança, descobrem as doenças nos estágios iniciais.

Todos esses fatores juntos contribuem para uma vida saudável como um todo.

Por isso reforço que não existe mágica, o que é preciso é ter uma vida com disciplina, mas que inclua lazer, diversão, trabalho, alimentação tudo com equilíbrio.

As dificuldades fazem parte da vida, a forma de encarar é que diferencia o resultado final.

 

 

14 fev 2017
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Dr João Guilherme Moraes participa de evento global de retina

Buscando estar sempre na vanguarda da pesquisa científica na área de retina e vítreo, o Dr. João Guilherme Moraes, cirurgião chefe do Retina Curitiba, participará entre os dias 23 e 26 de fevereiro, do primeiro Retina World Congress.

O Retina World Congress é uma conferência internacional sem fins lucrativos e contará com a participação de pesquisadores internacionais que falarão sobre as mais recentes pesquisas clínicas e científicas na área de retina. O evento terá cursos de painéis de especialistas em casos e controvérsias, educação profissional e exposições da indústria. Os trabalhos do Congresso serão publicados no International Journal of Retina and Vitreous, tornando-se uma parte permanente da literatura revisada.

“Em uma era de mudança dinâmica e rápida inovação na retina, a necessidade de um fórum internacional para o diálogo científico e educação profissional nunca foi maior”, disse Rishi P. Singh, MD, Presidente do Comitê Organizador do Retina World Congress. Singh continua dizendo que “o Retina World Congress cresceu a partir da nossa crença de que podemos promover mais colaboração entre as sociedades retina nacionais e regionais, fornecendo um único ponto focal de troca de informações para a comunidade retina global”.

Os membros do Comitê Organizador do Retina World Congress e da Liga de Conselheiros Fundadores são estimados líderes da área de retina e conhecidos na comunidade global de oftalmologia. “Ter a oportunidade única de ajudar a moldar um esforço internacional que é focado unicamente na educação e investigação relacionada com a medicina clínica e ciência básica na retina realmente me atraiu”, disse o Dr. Ramin Tadayoni, membro do conselho fundador. “Estou ansioso para trabalhar com meus colegas de todo o mundo para fazer do Retina World Congress uma plataforma vital para o futuro da nossa subespecialidade.”

 

O Dr. João Guilherme Moraes fala da importância de um evento global de retina: “Nos últimos anos, o tratamento das doenças da retina já apresentou uma grande evolução. É imperativo que pesquisadores de todo o mundo possam compartilhar experiências para que tratamentos ainda mais eficazes sejam descobertos”. Segundo ele, a interação entre renomados médicos da área da retina representa um grande passo para a descoberta de novas técnicas, modernização de equipamentos e principalmente, criação de medicamentos mais eficazes.

 

Sobre o Retina World Congress

 

Retina World Congress é uma iniciativa de educação profissional sem fins lucrativos que unirá especialistas internacionais em retina na vanguarda dos avanços científicos e inovação terapêutica na saúde da retina. Sua missão é promover o diálogo contínuo e gerar consenso sobre a doença da retina, tecnologias e tratamentos emergentes, melhores práticas e pesquisa clínica. O Congresso Mundial de Retina inaugural se reunirá em Fort Lauderdale, Flórida, de 23 a 26 de fevereiro de 2017.

11 jan 2017
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Dicas para uma boa saúde ocular no verão:

Dicas para uma boa saúde ocular no verão:

Muitas pessoas não dão a atenção necessária aos olhos e à saúde ocular durante as férias. Pensando nisso, separamos algumas dicas para que seu verão seja melhor aproveitado:

Cuidados nas piscinas

Para manter a água da piscina limpa e transparente são usados produtos químicos que podem causar irritação nos olhos. É preciso estar atento a qualquer desconforto após o uso da piscina. Além disso, pessoas que usam lentes de contato devem retirá-las antes de entrar na água para evitar reação alérgica ou até mesmo contaminação por bactérias.

Praias

É preciso sempre verificar a qualidade da água. Em algumas cidades, esse tipo de informação pode ser encontrada nos sites da prefeitura ou até mesmo na praia. Devido às altas temperaturas e os ambientes com maior concentração de pessoas, são comuns casos de conjuntivite no verão. A conjuntivite é caracterizada por vermelhidão nos olhos e coceira. É importante observar que em hipótese alguma os olhos devem ser esfregados, pois ao fazer isso, corre-se o risco de causar micro lesões na conjuntiva. Caso ocorra irritação ou desconforto ocular, é recomendado procurar um serviço de emergência oftalmológica para o diagnóstico e tratamento correto.

Proteção dos olhos contra o Sol

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É muito importante utilizar óculos escuros com proteção UVA/UVB. Esse tipo de proteção é encontrado em óculos escuros de boa procedência. Caso não possua, é recomendado o uso de boné ou chapéu.  Algumas doenças como pterígio, podem estar relacionadas à exposição demasiada ao Sol.

 

 

 

 

 

 

Cuidado com protetor solar e hidratantes

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É recomendado evitar passar esses produtos nas pálpebras superiores, isso porque o produto pode escorrer e atingir os olhos, causando irritação ou alergias.

 

 

 

 

 

 

 

Cuidado com lentes de contato

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É importante manter as lentes limpas e lubrificadas. A qualquer sinal de irritação, as lentes devem ser retiradas para higienização. Também é recomendado retirar as lentes ao mergulhar na praia ou piscina. Caso não seja possível, é necessário usar algum tipo de proteção.

 

 

 

 

 

 

 

Sensibilidade à luz

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Algumas pessoas têm mais dificuldade em enxergar em lugares mais iluminados. Essa reação é conhecida como fotofobia. Em casos mais acentuados é recomendado procurar um oftalmologista para verificar se não existe alguma doença ocular.

 

 

Evite esfregar ou coçar os olhos

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É comum devido à irritação causada pela água, a vontade de coçar os olhos. Porém, é importante tomar muito cuidado, pois o ato de esfregar os olhos pode ocasionar algum tipo de lesão, facilitando a contaminação por bactérias ou vírus e em casos mais graves, o descolamento da retina.

Em caso de qualquer desconforto nos olhos, um serviço de emergência oftalmológica deve der procurado.

12 dez 2016
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Dr João Guilherme de Moraes – Qualidade de vida reduz riscos de doenças oculares

Dr João Guilherme de Moraes – Qualidade de vida reduz riscos de doenças oculares

 

Sendo responsável por cerca de 85% da nossa interação com o meio ambiente, a visão é um dos sentidos mais importantes para os seres humanos. O tempo todo estamos usando nossos olhos para trabalhar, dirigir, reconhecer locais, objetos e pessoas.

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Como muitas doenças que afetam os olhos podem demorar para manifestar seus sintomas, é comum que a doença já esteja em estágio avançado quando se percebe alguma alteração. Isso acontece sobretudo nas doenças que atingem a retina, como DMRI (Degeneração Macular Relacionada a Idade) e Retinopatia Diabética.

Como forma de prevenção de doenças oculares, eu oriento aos pacientes uma boa qualidade de vida. Para manter a saúde como um todo, não basta cuidar somente de uma parte, é preciso cuidar da saúde de forma completa.

 

Alimentação

A alimentação é um dos fatores mais críticos que afetam a saúde das pessoas. Com a disponibilidade imediata de alimentos processados, com pouca ou nenhuma vitamina, nos condicionamos a ingerir menos alimentos saudáveis, como frutas, saladas e sucos naturais. No Brasil, mais de 50% da população está acima do peso, os casos d

Alimentação Saudável
Alimentação Saudável

e diabetes e obesidade vem crescendo assustadoramente, sobretudo entre os jovens. Por isso, é fundamental uma alimentação equilibrada saudável.

 

Pratique algum esporte

A prática regular de esportes ajuda muito o organismo, além de melhorar a autoestima e melhorar o condicionamento físico e a circulação sanguínea. No consultório, é notória a diferença entre um paciente que pratica exercícios e um paciente sedentário. A resposta ao tratamento é mais rápida e eficiente para quem pratica algum esporte.

Porém, é preciso cuidado. Muitos iniciantes buscam desempenho de atleta e acabam se lesionando. Por isso, seja qual for o esporte, procure um especialista para treinar e faça um acompanhamento clinico.

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Durma bem

O sono é fundamental para o organismo, pois é durante o sono que alguns hormônios são produzidos. Dessa forma, a privação de sono tem consequências graves para o organismo, causando até mesmo envelhecimento precoce.

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Evite o estresse

A Organização das Nações Unidas (OMS) elegeu o estresse como uma das doenças mais graves do século XXI, isso porque o estresse prejudica o organismo e favorece o surgimento de várias doenças. Na prática, o estresse não deveria ser algo ruim, pois é uma reação evolutiva para eventos de luta ou fuga. Porém, esse artifício evolutivo deveria acontecer de vez em quando e não várias vezes ao dia.

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O acumulo de episódios de estresse prejudica muito o organismo, pois no momento de estresse o corpo libera vários hormônios que aceleram os batimentos cardíacos e deixam o corpo pronto para luta ou fuga. Essa repetição do estresse pode gerar várias doenças graves.

 

 

 

 

 

 

Finalizando

As dicas são simples e essa é a ideia mesmo, não precisamos de muito para ter qualidade de vida, é preciso investir no básico e manter o equilíbrio.

Tenham uma ótima semana.

 

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