Depois dos 50 anos, é importante fazer com maior frequência,  o acompanhamento com oftalmologista. Também é necessária a realização de exames de fundo de olho, que permitem diagnosticar doenças como a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI).

 

 

 

 

DMRI retina curitiba

Segundo o Dr. João Guilherme de Moraes, a doença atinge, na maior parte dos casos, pessoas com idade acima de 50 anos. O médico explica ainda, que a doença afeta a mácula, região central da retina e responsável pela formação da visão. Logo a doença ocasiona perda significativa da acuidade visual, comprometendo a qualidade de vida do paciente.

 

A Degeneração Macular Relacionada à Idade não tem ainda uma causa definida, mas fumantes e pessoas com casos na família têm maiores chances de desenvolver a doença.

 

É importante o diagnóstico precoce da DMRI, pois nos últimos anos, a medicina alcançou avanços significativos que permitem estabilizar e até neutralizar o avanço da doença.

 

DMRI Seca corresponde à maior parte dos casos (cerca de 90%). Sua progressão é lenta e as células presentes na mácula se degeneram com o passar dos anos, ocasionando a perda parcial ou total da visão. A DMRI seca não tem cura e os tratamentos disponíveis ainda não conseguirem resultados eficientes. Existem, entretanto, muitos estudos em andamento e acredita-se que em breve surgirá um tratamento eficaz.

retina curitiba DMRI

 

Já a DMRI úmida ou exsudativa  está presente em somente 10% dos casos e é a forma mais agressiva da DMRI. Sua evolução é rápida e os sintomas são rapidamente percebidos. Pode ocorrer perda da visão central ou até mesmo total da visão. A doença é caracterizada pelo crescimento anormal dos vasos no fundo do olho, produção de líquido e hemorragias, fatores que ocasionam a degeneração de células fundamentais para a visão.

 

O tratamento mais eficiente para a DMRI exsudativa é a aplicação de medicamentos dentro do olho. Esses medicamentos (conhecidos como antiangiogênicos) impedem o crescimento dos vasos anormais e são capazes de estabilizar a doença. Em muitos casos, os pacientes notam melhora na visão.

 

SEM CURA

 

A DMRI ainda não tem cura, mas os tratamentos disponíveis são animadores, uma vez que controlam a doença e ajudam a melhorar a visão do paciente. Os resultados variam de um caso para outro e quanto maior o número de aplicações das injeções, maiores as chances de recuperação.

 

De acordo com o Dr. João Guilherme de Moraes, o desenvolvimento de novas técnicas e tratamentos estão em constante evolução. Porém, a prevenção e o diagnóstico precoce são mais importantes que esperar por novos tratamentos.