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Como funciona a injeção intravítrea de antiangiogênico para doenças oculares?

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Curitiba, Dr. João Guilherme de Moraes, Retinologia

A área da oftalmologia está avançando bastante, permitindo que melhore e devolva a visão a várias pessoas. Um dos avanços, é o uso da injeção intravítrea de antiangiogênico, que é utilizada para tratar diferentes doenças que prejudicam a retina.

Essa técnica transformou o tratamento oftalmológico, e ajuda a salvar a visão de muitos pacientes em todo o mundo. Embora pareça dolorosa e complicada, essa injeção gera pouquíssimo desconforto, além de ser bastante segura.

Se interessou? Então, continue lendo este artigo que nós elaboramos para entender como funciona a injeção intravítrea e como ela é usada no tratamento de doenças oculares.

O QUE É A INJEÇÃO INTRAVÍTREA DE ANTIANGIOGÊNICO?

Nas injeções intravítreas, geralmente, a medicação é aplicada de forma direta no vítreo (região interna e posterior do olho). Há dois tipos principais de medicações que podem ser injetados: os antiangiogênicos (que barra a formação de novos vasos ou neovasos) e o corticoides, que são anti-inflamatórios.

Também pode ser administrado antibióticos, fungicidas e bactericidas, conforme o tipo de infecção. Porém, neste artigo vamos focar nas injeções usadas para tratar a retina, principalmente os antiangiogênicos.

Os corticoides e os antiangiogênicos são aplicados para controlar as doenças que levam ao edema ou a hemorragia da mácula (região central da retina). A cirurgia dura poucos minutos.

O paciente dá entrada no hospital ou clínica, entre 30 e 60 minutos de antecedência, para dilatar a pupila e aplicar o colírio anestésico.  Não tem necessidade de usar a anestesia geral, somente local— gel ou colírio. Logo após, o Dr. João Guilherme de Moraes vai realizar a aplicação, com procedimento indolor e rápido.

Em poucos dias, o paciente pode retornar às atividades do cotidiano que são mais leves. As atividades físicas mais intensas devem ser praticadas somente após uma semana a partir da data da cirurgia. A única contraindicação para realizar a injeção intravítrea é ter infecção ocular, que deve receber o tratamento antes da cirurgia.

QUAIS DOENÇAS RECEBEM TRATAMENTO POR ESSA TÉCNICA?

Várias doenças podem ser beneficiadas com o tratamento através da injeção intravítrea de antiangiogênico. Vamos listar os mais comuns e que têm a maior importância terapêutica.

DEGENERAÇÃO MACULAR RELACIONADA À IDADE

É uma doença que lesiona e desgasta uma pequena área da retina, chamada mácula, que nos permite ver os detalhes. Na degeneração macular são formados neovasos abaixo da retina, o que causa o embaçamento na visão e faz com que as pessoas percebam manchas escuras no centro da visão.

A DMRI atinge aproximadamente 3 milhões de pessoas somente no Brasil, e é bastante comum em pessoas com idade maior do que 55 anos. Ela pode progredir aos poucos, com a pessoa vivendo com problema por vários anos sem saber ou buscar o tratamento.

Ocorre a forma seca ou atrófica em cerca de 90% dos casos, que é menos grave e causada pelo envelhecimento natural. A forma úmida é um pouco menos comum, mas mais grave se não receber tratamento. Dessa forma, é essencial ser diagnosticado o quanto antes possível, visitando sempre o Dr João Guilherme em Curitiba.

RETINOPATIA DIABÉTICA

Essa doença é uma complicação do diabetes. Casa retinopatia diabética não seja devidamente tratada, a alta concentração de glicose no sangue pode mudar a permeabilidade dos vasos sanguíneos da retina. Se eles se romperem, o fluído e o sangue podem atrapalhar a visão, causando até a cegueira.

na retinopatia diabética os sintomas mais comuns são: visão distorcida, turva, com manchas e a perda com o passar do tempo dá acuidade visual, ou até mesmo descolamento da retina. Esses sintomas costumam aparecer no estágio mais avançado da doença, e pode ocorrer da pessoa viver muito tempo sem saber que tem a doença.

Dessa forma, essencial que quem tem diabetes busque o Dr. João Guilherme de forma regular. A retinopatia diabética não possui cura, porém pode ser retardada ou ter os sintomas de diminuídos usando o laser, a vitrectomia e as injeções intravítreas.

EDEMA MACULAR DIABÉTICO

Uma complicação da retinopatia diabética pode ser considerado o edema macular diabético. Há a possibilidade, caso diabetes não for tratado, de provocar a retinopatia e acaba evoluindo para o edema. Além disso é possível o agravamento por outras comorbidades, como a hipertensão arterial e o colesterol alto.

Não apresenta sintomas quando inicia. Depois, o paciente pode ver imagens distorcidas, borradas e possuir mais dificuldade em diferenciar as cores, assim como a perda da visão central. O diagnóstico é realizado com exame de mapeamento de retina e o OCT.

OCLUSÃO DE VEIA DA RETINA

Uma veia da retina pode se romper quando é formado um coágulo/trombo, causando hemorragia boa formação de edema. Não tem uma causa definida, porém alguns fatores como hipertensão, idade, diabetes, colesterol alto e glaucoma são alguns riscos.

A veia afetada não apresenta nenhum sintoma, antes da oclusão. Quando isso ocorre, a visão tende a ter uma formação de mancha escurecida e tende vai ficar embaçada. Geralmente, é um quadro dramático, com uma possível perda repentina da visão.

caso não seja tratado, a oclusão de veia da retina pode evoluir para uma isquemia, glaucoma e descolamento da retina. Por causa disso é essencial fazer exames de rotina em Curitiba e tratar os fatores de risco.

QUAIS OS TIPOS DE MEDICAMENTOS ANTIANGIOGÊNICOS?

Aliás, as injeções intravítreas são utilizados desde o início do século xx ,em vários procedimentos. Mas, foi a concepção dos medicamentos atuais que tornaram possíveis as técnicas usadas atualmente. Esses remédios foram desenvolvidos com tecnologias modernas por excelentes laboratórios.

Os medicamentos antiangiogênicos são bloqueadores do fator de crescimento vascular endotelial (VEGF)e,por causa disso eles também são chamados deanti-VEGF. Esse acontecimento natural é o responsável por formar os vasos sanguíneos.

Como age de forma desenfreada, por causa de uma doença ou anomalia, pode causar a perda da visão. Isso acontece porque estes novos vasos são frágeis, finos e estão mais suscetíveis a sangramentos. Dessa forma, os remédios usados quase injeções intravítreas não permitem que novos vasos sejam formados, como ocorre nas doenças da retina mencionadas anteriormente.

a formação desses vasos pode ser vista através de exame de fundo de olho. Por não apresentar sintomas nos estágios iniciais, é essencial que indivíduos acima dos 55 anos ou pessoas com diabetes realizem consultas regulares ao Dr. João Guilherme. as injeções tem mais eficácia caso o problema seja descoberto precocemente.

MEDICAMENTOS MAIS UTILIZADOS NO BRASIL

Os medicamentos bevacizumabe e ranibizumabe com anticorpos monoclonaissão os mais utilizados no Brasil e tem capacidade de bloquear ação doVEGF. A molécula do bevacizumabe é mais antiga, feita há bastante tempo barulho tratamento de diversos tipos de tumores, especialmente os de intestino.

Esse remédio impede que se forme novos vasos que são responsáveis por nutrir o tumor, impedindo o crescimento e o avanço da doença. Somente no início da década de 2000, é que foram feitos experimentos paro o uso dele dentro do olho.

Já, o ranibizumabe é um medicamento um pouco mais atual onde a aplicação é mais aconselhada para tratar doenças da retina sobretudo, a DMRI úmida.

Também existe o aflibercepte, além desses 2 medicamentos, que é uma molécula ainda mais moderna e feita especialmente para tratar doenças da retina.

Esses 3 medicamentos têm na composição anticorpos, proteínas específicas que se conectam a outras, responsáveis pelo VEGF.Essas estruturas são desnaturadas, isto é, perdem sua função inicial. Dessa forma, não há formações de novos vasos e os que existem começam a secar.

Veja mais sobre informações desses medicamentos.

Bevacizumabe (Avastin®)

De início foi aprovada pela FDA (órgão americano regulador para liberação de medicações)para tratar o câncer colorretal metastático. No Brasil teve autorização da Anvisa para tratar a DMRI em 2016.

É um anticorpo monoclonal, isto é, reproduzido por um único clone de apenas um linfócito b parental, perpetuado e clonado, que produz sempre o mesmo anticorpo que responde à um agente patogênico. A sua função é bloquear o fator de crescimentoVEGF-A,que está ligado ao fator de crescimento endotelial vascular “A”.

O uso desse medicamento para tratar doença da retina tem se mostrado eficaz, com capacidade para diminuir a perda visual e, em algumas situações, melhorar avisão a depender do tipo de doença, duração dos sintomas e da gravidade.

Esse medicamento e aplicado através de injeções intraoculares para tratar da degeneração macular forma úmida, edema macular secundário e edema macular diabético a oclusões venosas, assim como a retinopatia diabética proliferativa, auxiliando o tratamento terapêutico para a cirurgia de vitrectomiae/ou laser. as aplicações podem ter uma frequência mensal a depender da gravidade da doença.

Ranibizumabe (Lucentis®)

É um medicamento que tem a mesma origem atividade biológica do Bevacizumabe, que bloqueia o “VEGF-A”.

Foram feitos estudos clínicos com mais de 1300 pacientes controlados eneles demonstraram a segurança e eficácia desse medicamento, além de ter sido aprovado pelo FDA para tratar de DMRI úmida, ou exsudativa, e para edema macular secundário à oclusão venosos da retina.

O tratamento com esse medicamento é feito com injeções mensais durante um ano ou 3 injeções subsequentes, com os outros intervalos segundo a resposta do estado clínico.Apesar de que as aplicações alternadas com a menor quantidade de injeçõespodem ser utilizados a critério médico.

Esse medicamento também é utilizado para tratar de edema macular que provém de oclusão da veia central e do ramo venoso da retina. Nesses casos, o tratamento geralmente é feito com injeções mensais por 6 meses.

O Ranibizumabe ainda é utilizado para tratar outras doenças oculares como:

  • edema macular, que é um inchaço da área central da retina, a mácula, em casos de maculopatia diabética;
  • membrana neovascularsubretiniana de outras razões;
  • neovascularização intraocular, que decorre da Retinopatia Diabética Proliferativa e das Oclusões Venosas da Retina.

Aflibercepte (Eylia ®)

Esse medicamento foi testado em mais de 2400 pacientes e foi considerado eficaz e seguro para tratar degeneração macular relacionada à idade em sua forma úmida.

Também conhecido como anti-VEGF,impossibilita que haja ligação da proteínaVEGF (Fator de Crescimento Vascular Endotelial),que sofre aumento na DMRI, com o seu receptor específico, diminuindo fluídos e sangramentos

O Aflibercepteé usado através da injeção intravítrea da dimensão, por 3 meses subsequentes. Após isso, as injeções devem ser aplicadas a cada 2 meses, ou de acordo com o Dr. João Guilherme. Isso significa uma enorme vantagem comparado ao tratamento padrão atual que exige visitas e exames de acompanhamentos a cada mês.

Estudo comparativo dos medicamentos

Um estudo primordial comparou a segurança e a eficácia dos medicamentos Bevacizumabe, Ranibizumabe e Aflibercept para tratar o edema macular diabético (EMD). Ele foi publicado no ano de 2015, no New EnglandJournalof Medicine e divulgado no 19º Congresso da Sociedade Espanhola de Retina e Vitreous (SERV), que ocorreu em Madri.

A pesquisa feita pelo Instituto Nacional de Saúde (NIH) dos EUA teve como resultado que os 3 remédios antiangiogênicos mostram uma fundamental melhora na visão.

Esse estudo também mostrou que reduziu a necessidade do número de sessões de laser para controlar o edema macular diabético, quando conjuntas com agentes antiangiogênicos. Ótimos resultados são obtidos com o uso do Aflibercept para casos mais graves da perda de visão.

Os resultados ainda mostraram, quem é importante um tratamento intensivo no início para ter um melhor controle da doença. Outro fator observado foi que obteve-se resultados mais satisfatórios para tratamentos que foram iniciados assim que a doença foi identificada.

QUAIS AS VANTAGENS DO PROCEDIMENTO?

A injeção intravítrea de antiangiogênicovem sendo cada vez mais usada entre os oftalmologistas etnólogos, por serem um tratamento eficaz e terem diversas vantagens.

Pela sua posição dentro do Globo ocular, a retina é considerada a parte do olho mais isolada e de difícil acesso. Por causa disso, as medicações tópicas, como colírios e pomadas, ou sistêmicas vínculo que se onde via oral, chegam em baixa concentração até a retina. A mais importante vantagem dessa injeção é que através dela o medicamento chega diretamente na cavidade intraocular, e atua com maior eficácia na área que foi comprometida.

Podemos citar outras vantagens:

  • o paciente pode ir para casa no mesmo dia em que é feito a cirurgia, sem necessitar de internação;
  • a recuperação é rápida e não é incômoda;
  • pode ser realizada várias vezes em um mesmo paciente, sem ter consequências negativas;
  • é rara a ocorrência de complicações.

A injeção intravítrea de antiangiogênicoproporciona resultados eficazes e seguros está sendo essencial no combate à cegueira. É importante lembrar que esse procedimento só pode ser indicado e realizado por um retinólogo em Curitiba. Dessa forma faça os exames de rotina, e se sentir qualquer alteração da visão, consulte oftalmologista.

Injeção Intravítrea em Curitiba

Para maiores informações, entre em contato com a Retina Curitiba

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